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Por força de liminar, os trabalhadores da Microsoft estão voltando

Redação
Escrito por Redação

Dos mais de 100 trabalhadores demitidos irregularmente pela Microsoft apenas 55 estão voltando aos seus postos de trabalho. Desde ontem (06) a empresa de Relações Públicas Magiscan, no Millênium, está realocando os trabalhadores na antiga empresa, mas para supostamente trabalhar na Flextronic. Eles estão exigindo toda a documentação necessária, igual ao de um primeiro contrato.

O mesmo tratamento, não foi dado pela empresa Microsoft aos trabalhadores na cidade de Sorocaba, em São Paulo. A unidade da Microsoft de Sorocaba também passou pelo mesmo processo de venda dos ativos, mas com aproveitamento do pessoal, que já estava contratado.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Valdemir Santana, em Manaus a empresa atropelou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), a concessão dos incentivos fiscais e os acordos trabalhistas feitos com o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas. Em Manaus eles demitiram mais de Mil trabalhadores, entre eles as pessoas que tem estabilidade, sem prestar nenhum tipo de solidariedade e nenhum tipo de esclarecimento.

Em uma ação solicitada pelo Sindicato dos Metalúrgicos, o Juiz entendeu e deu causa ganha para o trabalhador que já está sendo reintegrado. Essa é a primeira grande batalha ganha pelo sindicato, mas de acordo com um dos diretores de base, Abel Magalhães, a meta é trazer todas as pessoas que tenham algum tipo de restrição, que tenha feito homologação indevidamente. Os outros também podem voltar, desde que procurem o jurídico do sindicato para poder entrar com outra ação e trazer os trabalhadores de volta para a empresa.

Abel diz que a Microsoft está tentando dar um golpe fiscal no governo do amazonas, mas na verdade eles terceirizaram o serviço, lesando os trabalhadores e contribuindo com o caos do desemprego na Zona Franca de Manaus (ZFM).

Assessoria da Microsoft

Conforme e-mail da assessora de comunicação da Microsoft, Gladys de Paula, para o Correio da Amazônia, ela diz que o ajuste no quadro de funcionários faz parte da decisão de encerrar a sua fabricação em Manaus, conforme anunciado desde setembro.

A companhia esclarece ainda que pagou para todos os seus funcionários mais do que determina a lei, como ao menos um salário extra e plano de saúde por mais um mês. Importante lembrar também que a empresa apoiou todos os colaboradores durante essa transição e fez reuniões periódicas com funcionários e sindicato para esclarecer as etapas do processo.

Sindicato

Entretanto isso não é o que diz o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Valdemir Santana. Ao Correio ele disse que foram feitas todas as tentativas para evitar, que a empresa demitisse em massa, os trabalhadores, muitos deles doentes, mulheres grávidas, mas eles pouca ou nenhuma importância deram aos alertas do Sindicato.

Valdemir disse que as demissões eram feitas de surpresa, na calada da noite e que a “terceirização” dos serviços da Microsoft, para a Flextrônic, sequer foi anunciado para o Sindicato. Com a liminar de reintegração conquistada pelo Sindicato dos Metalúrgicos, os trabalhadores doentes, lesionados e grávidas estão sendo reintegrados, mas só depois do processo de liminar expedida pela Justiça do Trabalho a pedido do departamento jurídico do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas e do presidente, Valdemir Santana.

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