Amazonas Cultura

‘Pós Bossa Nova’ revive o rico movimento da Música Popular Brasileira

Teatro Instalação, em Manaus/Foto: Divulgação
Redação
Escrito por Redação

Um concerto com músicas para balançar qualquer estrutura, o “Pós-Bossa Nova” será realizado amanhã, nesta quarta (12), no Teatro da Instalação, e na sexta-feira (14), no Teatro Amazonas, respectivamente, nos horários das 18h00 e 20h00, ambos com entrada franca.
Com repertório incluindo Edu Lobo, Chico Buarques, Gilberto Gil, Jorge Benjor, Vinícius de Moraes e até Banden Powell, o espetáculo que será executado pela Orquestra Amazonas Jazz Band é imperdível.

Com a regência do maestro Rui Carvalho, a Amazonas Jazz Band preparou um grande show, em versão instrumental, com representantes do rico movimento da Música Popular Brasileira. Esse movimento lançou um sincretismo de ritmos jamais ouvido, com o rock misturado à bossa nova, ao baião, ao samba e ao bolero.

“A valorização da história da Música Popular Brasileira e suas diversas manifestações permeia o processo de escolha das programações da Secretaria de Estado de Cultura que vão para os palcos, possibilitando um resgate agradável e de qualidade aos diversos públicos”, declarou o secretário de Estado de Cultura, Robério Braga.

No repertório, “Upa Nêguinho”, de Edu Lobo, “Homenagem ao  Malandro”, de Chico Buarque, “Samba Dobrado”, de Djavan, “Aquele Abraço”, de Gilberto Gil, “Mas Que Nada”, de Jorge Benjor, “Berimbau”, de Vinícius de Morais /Baden Powell/ Arranjo Bob Mintzer, “Pr´Á Quê Chorar”, de Vinícius/Baden Powell/ Cipó.

Algumas músicas do concerto possuem arranjo do maestro Rui Carvalho, Rafael dos Santos e de Bruno Mangueira.

HISTÓRIA

Em outubro de 1967, durante o 3º Festival de Música Popular Brasileira, promovido na época pela TV Record, surgiram vários artistas que formaram o movimento musical mais influente e original do País após a Bossa Nova.

Novas tendências estéticas se observaram no Brasil, com o surgimento de grandes compositores, que exploravam outras vertentes que incluíam elementos advindos de outras manifestações musicais da música brasileira.

Seria instalado o cenário revolucionário que, mais tarde, foi batizado de Tropicália. O disco antológico “Tropicália ou Panis Et Circenses”, com nítido caráter de manifesto, tinha como ideia central, sobretudo, romper barreiras comportamentais. A moda psicodélica pairava na cabeça dos tropicalistas, que a difundiram por meio da irreverência.

Pop rock, samba, música de intervenção, teatro, política, manifestações de raiz afro-brasileira, tudo fervia no mesmo caldeirão.

Se a bossa nova havia embalado os anos dourados de JK, a Tropicália, a Jovem Guarda e as outras manifestações que surgiam, comporiam a trilha sonora dos “anos de chumbo” – um período de agitação política e de enorme riqueza cultural.

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