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Pesquisadores da FMT-Am, ministram curso sobre Leishmaniose, em Georgetown

Pesquisadores da FHMT-Am, ministram curso nas Guianas/Foto: Arquivo
Redação
Escrito por Redação

Médicos dermatologistas da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), do Amazonas, estão na cidade de Georgetown, na Guiana Francesa, a convite da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), para ministrar a profissionais da região um curso sobre diagnóstico, tratamento e prevenção da Leishmaniose.
Os pesquisadores Fabio Francesconi e Valeska Francesconi irão ministrar o curso, que começou hoje, segunda-feira (11), e segue até a quinta-feira (14), o qual está sendo promovido pela OPAS, e destinado a 14 médicos, entre clínicos e dermatologistas da Guiana (Inglesa).

De acordo com a diretora-presidente da FMT, Graça Alecrim, o objetivo do curso é capacitar os médicos para a realização do diagnóstico precoce da Leishmaniose e para a aplicação do tratamento adequado e, dessa forma, contribuir para a melhoria da atenção à população acometida pela doença, na Guiana.

A FMT-HVD é referência nacional e internacional no diagnóstico e tratamento de doenças infectoparasitárias e tropicais, entre elas, a Leishmaniose. A doença está presente em quase todos os continentes, com exceção da Austrália e Antártica. É caracterizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma das seis doenças infecciosas mais importantes do mundo, pois afeta cerca de 2 milhões de pessoas por ano.

O médico Fabio Francesconi explica que a Leishmaniose é transmitida por um flebótomo, conhecido como mosquito-palha, que pode ser encontrado em área de mata e de domicílios próximo a vegetação nativa. “A Leishmaniose se apresenta nas formas cutânea, caracterizada pela presença de feridas no corpo, e visceral, afetando órgãos internos como o baço e o fígado. “A forma visceral é mais grave e potencialmente fatal, se não for tratada”, disse ele.

O diagnóstico da Leishmaniose é realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais e o tratamento é feito à base de medicamento. “O tempo de tratamento varia conforme o tipo e a gravidade da doença”, explicou.

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