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Prefeito eleito no Acre diz que vai abrir mão de salário por 90 dias

Manoel Urbano município do Acre/Foto: Divulgação
Redação
Escrito por Redação

Eleito prefeito de Manoel Urbano nas eleições do último domingo (2), Tanízio de Sá (PMDB-AC) afirma que vai abrir mão dos três primeiros meses de salário após assumir a gestão em janeiro devido à crise econômica. Sá afirma ainda que o vice-prefeito, Raimundo Toscano, e seis secretários também devem trabalhar durante 90 dias sem pagamento.

O gestor explica que a cidade não possui máquinas ou carros funcionando e o dinheiro, ao menos R$ 270 mil, deve ser usado no conserto desses veículos e tapar buracos em áreas críticas da cidade.

“Lá não tem uma pá que funcione, a retroescavadeira está quebrada, o trator tem uns seis anos que está parado. Somente um caminhão de lixo funciona e não temos como trabalhar desse jeito, sem nenhuma estrutura. Não temos como fazer obras nem transportar produtos dos agricultores. Com esse dinheiro também queremos melhorar o porto da cidade”, disse.

Manoel Urbano município do Acre/Foto: Divulgação

Manoel Urbano município do Acre/Foto: Divulgação

Sá destaca ainda, que o dinheiro vai ser depositado em uma conta que deve ser gerenciada por uma comissão nomeada após reunião com representantes de sindicatos e igrejas.

“Como não vai ser preciso licitar nada, já que é dinheiro nosso, vamos nas lojas, pedir desconto e tentar comprar o máximo de coisas possíveis”, disse.
Questionado sobre como deve se sustentar nesse período, Sá afirmou que possui renda, pois é empresário. Ele acredita que o salário atual de um prefeito na cidade fique em torno de R$ 14 a R$ 15 mil. Já o pagamento do vice-prefeito e secretários é de ao menos R$ 12 mil. Porém, esses valores podem aumentar devido a um reajuste no salário do prefeito.

“Quem assumir o cargo vai ficar ciente de que vai receber apenas em abril. Essa foi uma das condições que coloquei para o vice-prefeito. As pessoas que estiverem comprometidas com esse trabalho, que vai ser um desafio, vão ser indicadas no dia 1º de janeiro. São apenas seis secretários, pois não tem como contratar mais gente”, finaliza.

(Noticias de Mato Grosso)

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