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Produção de suínos no Amazonas pode melhorar com “Selo da OIE”

Produção de suínos no Amazonas
Redação
Escrito por Redação

Uma boa notícia foi anunciada nesta semana para o setor de suinocultura do Amazonas: a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) reconheceu alguns município da chamada região Sul do Amazonas como Guajará, Boca do Acre, Sul do Município de Canutamana e Suldoeste de Lábrea como zonas livres da Peste Suína Clássica (PSC).

O pedido foi feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e discutido e aprovado no último dia 25 de maio durante uma conferência internacional em Paris (França).

O presidente da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf), Hamilton Casara, comemorou e disse que o selo dado pelo OIE é uma grande conquista para o setor primário amazonense.

Segundio Hamilton Casara, o reconhecimento da OIE “melhora as chances de viabilizar recursos para manter o status sanitário no Amazonas, que apesar do rebanho pequeno reflete na comercialização nacional”, afirma.

“Excelente notícia para o setor produtivo. O Brasil é o quarto maior exportador de carne suína do mundo. A inclusão dos municípios do Amazonas é um ganho muito importante na questão sanitária. A vigilância ativa nas barreiras deverá ser intensificada”, afirma ele.

O presidente da Adaf explica que no plano interno, o selo da OIE possibilita abrir o trânsito interno para a suinocultura podendo trabalhar melhor a genética, matrizes, e produção de animais.

O plantes (rebanho) de animais em todo o Amazonas gira hoje em torno de 53 a 55 mil animais; “Trata-se de uma produção pequena, mas que já está crescendo na Região Metropolitana e que vem melhorando profissionalmente, por isso, com certeza vai melhorar e aumentar a criação”, explica.

No mercado internacional os efeitos serão ainda melhores podendo atrair mais investimentos que certamente possibilitarão a médio e longo prazo não só suprir o abastecimento interno como também aumentar a exportação.

Hamilton Casara citou o caso de Santa Catarina e Rio Grande e Santa Catarina, Estados que após conseguirem o reconhecimento da OIE como zonas livres da PSC tornaram-se grandes exportadores de carne, reprodutores e matrizes para mercados como Europa, Ásia e Estados

A doença

Causada por um vírus, a Peste Suína Clássica é altamente contagiosa e tem notificação compulsória para a Organização Internacional de Saúde Animal. Provoca febre alta, manchas avermelhadas pelo corpo, paralisia nas patas traseiras, dificuldades respiratórias e pode levar à morte do animal. Os últimos casos da doença no Brasil ocorreram em agosto de 2009, nos Estados de Amapá, Pará e Rio Grande do Norte.

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