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Projeto cria circuito metropolitano da cultura do guaraná no Amazonas

O fruto do guaraná prestes à colheita/Foto: Embrapa
O fruto do guaraná prestes à colheita/Foto: Embrapa
Redação
Escrito por Redação
O fruto do guaraná prestes à colheita/Foto: Embrapa

                                 O fruto do guaraná prestes à colheita/Foto: Embrapa

Guaraná e energia são palavras que se relacionam muito bem e, honrando essa correspondência, um projeto iniciado na Embrapa Amazônia Ocidental, está a todo vapor, com a realização de atividades no campo e a articulação de diversas parcerias. Trata-se do projeto Expansão da Guaranaicultura – Criação do Circuito Metropolitano de Cultura de Guaraná, que no dia 29 de setembro, às 08h00, na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), realiza um seminário com os principais atores da cadeia de valor do fruto.
Conforme a analista da Embrapa e líder do projeto, Indramara Lôbo, o seminário vai reunir agricultores familiares, instituições de fomento, indústrias, instituições de ensino e pesquisa e ONGs interessados no desenvolvimento da cultura no Amazonas. Durante o evento, o projeto será apresentado, com suas ações em andamento e as atividades futuras. O seminário também vai promover a interação entre os agricultores familiares selecionados para receber as Unidades de Referência Tecnológica do projeto, as indústrias que apoiam o trabalho e as demais instituições envolvidas.

Entenda o projeto

O projeto Expansão da Guaranaicultura busca criar uma rota com a cultura do guaraná nos municípios de Manaus, Manacapuru, Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva, de forma a expandir o cultivo do fruto na área metropolitana de Manaus e de fortalecer a cultura no Estado do Amazonas. “A ideia de corredor, que é uma linha imaginária, é ter um fluxo terrestre, porque o fluvial nós já temos, que justamente é o do Baixo Amazonas. O Estado, no entanto, produz apenas 700 toneladas de guaraná por ano, sendo que a demanda do Polo Industrial de Manaus (PIM) é de oito mil toneladas”, disse Indramara ao destacar a importância do projeto para ajudar a estimular essa cultura no AM.

Se por um lado o projeto é um passo importante para auxiliar no provimento de matéria-prima para o Polo de Concentrados do PIM, por outro também vai ajudar no estímulo à criação de emprego nos municípios e oferta de alternativa de renda aos produtores, além de facilitar a dinâmica da cadeia produtiva, aproximando agricultores e indústria.

O projeto também é uma forma de apresentar para novos agricultores as cultivares de guaranazeiro lançadas pela Embrapa Amazônia Ocidental, todas altamente produtivas e resistentes à antracnose, principal doença que afeta a cultura. Nesse contexto, os cultivos que formarão o corredor vão seguir o Sistema de Produção da Cultura do Guaranazeiro e suas práticas recomendadas pela pesquisa, de forma a extrair a máxima produtividade dos plantios.

Onde está o guaraná?

Atualmente, a maior parte da produção de guaraná está concentrada no Baixo Amazonas. Na região metropolitana, a cultura é desenvolvida em grande escala por uma empresa privada no município de Presidente Figueiredo. O projeto busca justamente estimular a criação de novas alternativas de produção do fruto no Estado, de forma a iniciar um processo de diminuição da diferença entre o que se precisa na indústria (8 mil toneladas)  e o que se produz no campo (700 toneladas).

...e a colheita propriamente dita realizada pelos produtores/Foto: Embrapa

…e a colheita propriamente dita realizada pelos produtores/Foto: Embrapa

Realização, apoio e patrocínio

O evento é uma realização da Embrapa Amazônia Ocidental, conta com patrocínio da empresa Sabores Vegetais do Brasil e apoio da Brasil Kirin, Cáritas Arquidiocesana de Manaus, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Instituto Nacional de Educação Científica Agroecológica da Amazônia (Instituto Amaós) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam)

Parcerias

O projeto é realizado por meio de uma parceria entre os setores de Transferência de Tecnologia e de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Amazônia Ocidental, e com o Polo de Concentrados/Fieam. A coordenação geral do projeto é do setor de Transferência de Tecnologia, sob a responsabilidade da analista Indramara Lôbo. A Coordenação de Implantação das Unidades Demonstrativas que formarão as vitrines tecnológicas, criando o corredor metropolitano no entorno de Manaus, está sob a coordenação do corpo técnico de melhoramento do guaraná da Embrapa, coordenada pelos pesquisadores Firmino José do Nascimento Filho, André Atroch e Lucio Pereira Santos. As Indústrias do Polo de Concentrados, que somam neste esforço, estão sob a direção do presidente da Fieam, Nelson Azevedo, e do Coordenador do Polo de Concentrados, Assis Mourão. As indústrias Brasil Kirin e Sabores Vegetais do Brasil já estão em campo auxiliando diretamente no desenvolvimento das atividades do projeto.

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