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Psicologia ao seu alcance: Os otimistas do ano novo(Por Flávio Melo Ribeiro)

Psicólogo Flávio Melo Ribeiro(AM)
Redação
Escrito por Redação

Réveillon, mais do que a noite da virada do ano, é um símbolo de renovação. Não é uma noite como as outras, as pessoas a tomam como um recomeço, um período em que podem iniciar novos projetos. Isso tudo com muita alegria, regada a espumantes e confraternizações com familiares e amigos. Uma noite mágica, pois embora o tempo não pare, a contagem do tempo em forma de ano possibilitou ao ser humano vivenciar ciclos de 365 dias, criando a esperança da mudança.
A semana que antecede a virado do ano é o momento de as pessoas avaliarem o ano que passou, suas atividades, sucessos e fracassos. Momento propício para planejar o próximo,  dizer que ele será diferente e criar uma atmosfera otimista. A esperança enche de otimismo o imaginário das pessoas, mesmo que dure apenas a noite da virada. É nesse período que se diz que vai mudar as ações, fazer dieta, trabalhar mais, buscar novas oportunidades, rever comportamentos que têm lhe trazido dificuldades, entre outras promessas.

Os próximos 12 meses possibilitam uma visão otimista de realização e, com isso, a virada de página do ano que passou, deixando para trás as amarguras, as frustrações e mesmo a falta de iniciativa. A semana anterior ao réveillon já é passado, está muito distante, já faz parte do ano passado. É como que por feitiço, o ano anterior é algo fechado, acabado e distante. Dessa forma, ocorrem o desapego e a possibilidade de viver o ano novo como um recomeço.

Isso ocorre naturalmente na nossa sociedade, essa virada psicológica do ano que traz energia para novas relações e projetos. As autoavaliações geralmente são silenciosas, mas os novos projetos são anunciados, principalmente quando estão em formas de ideias. A pessoa se enche de esperança e acredita que realmente o próximo ano será diferente, mesmo quando ela não está disposta a fazer diferente. Muitas pessoas são incoerentes, querem resultados diferentes no ano vindouro, mas se mantêm fazendo as mesmas coisas da mesma forma. Principalmente quando estão insatisfeitos com suas vidas e respectivas relações, desejam a realização, mas continuam iguais. Mas como garantir a mudança nesses novos projetos?  Esse será o tema do próximo artigo.(Flávio Melo Ribeiro– Psicólogo, CRP12/00449 – flavioviver@gmail.com)

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