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Psiquiatra Flávio Gikovate morre em São Paulo, vítima de câncer

Psiquiatra e terapeuta Flávio Gikovate morre em SP/Foto: Arquivo
Psiquiatra e terapeuta Flávio Gikovate morre em SP/Foto: Arquivo
Redação
Escrito por Redação

O psiquiatra e psicoterapeuta Flávio Gikovate morreu aos 73 anos, no início da noite de ontem (13), às 18h30, no Hospital Albert Einstein, por complicações causadas por um câncer no pâncreas. Ele será cremado hoje (14), em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.
Estudioso em temas como o sexo e o amor e famoso pelas dicas e conselhos relacionados ao comportamento conjugal, ficou conhecido pela atuação em programas de rádio e televisão e alcançou êxito na literatura. É autor de 35 livros, que venderam mais de um milhão de exemplares.

O estilo de uma linguagem coloquial – construída depois de conhecer a forma do filósofo espanhol Jose Ortega y Gasset de se expressar – fez com que ele se aproximasse mais dos leitores.

Psiquiatra e terapeuta Flávio Gikovate morre em SP/Foto: Arquivo

Psiquiatra e terapeuta Flávio Gikovate morre em SP/Foto: Arquivo

Os pensadores Schopenhauer e o filósofo grego Epíteto, que escreveram sobre a arte de ser feliz, também influenciaram o trabalho de Gikovate. Entre os títulos de sucesso figuram “Dá pra ser feliz… Apesar do medo“; “O Mal, O Bem E Mais Além – Egoístas, Generosos e Justos“e “Gikovate além do divã – Autobiografia”.

O livro “Super dicas para viver bem e ser mais feliz” já foi traduzido em quatro línguas: italiano, espanhol, árabe e francês.

Revistas e novelas

Gikovate também publicou artigos nas revistas Capricho e Cláudia. Foi colunista do jornal Folha de São Paulo, entre 1980 a 1984 e conselheiro psicológico do Corinthians. Atuou ainda na novela Passione, exibida em 2010, pela Tv Globo, e participou ainda do programa Café Filosófico, da TV Brasil.

Formado em psiquiatra pela Universidade de São Paulo (USP) desde 1966, Gikovate atendeu em torno de dez mil pacientes ao longo de 50 anos de carreira e, mais recentemente, dava consultas em Nova York e Londres. Ele também foi assistente clínico do Institute of Psychiatry na London University.

No último mês de agosto, completou nove anos do seu programa de rádio pela CBN “No divã do Gikovate”, gravado no teatro Eva Herz, da Livraria Cultura Conjunto Nacional, em São Paulo, às terças-feiras. Durante as gravações, tinha público cativo com lotação dos 150 lugares a cada apresentação.

Entre os reconhecimentos, foi ganhador do prêmio APCA, em 2012, vencendo na categoria rádio variedades. Ele deixou a esposa, Cecília e filhos. Por meio de nota, o editor do Grupo Editorial Summus, Raul Wassermann, responsável pela maioria de suas publicações, lamentou a sua morte: “Nestes muitos anos de convivência com esse importante autor de nossa editora, tornei-me amigo e admirador de Flávio. Ele nos deixa e fica um grande vazio, mas sua memória será perene.”(Agência Brasil)

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