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´Rede de Vizinhos Protegidos´da PMAM, é alternativa para combater a criminalidade

Policiais atuam junto às comunidades/Foto: Assessoria
Redação
Escrito por Redação

Através da 17ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), a Polícia Militar do AM, está resolvendo o problema da criminalidade nos bairros que compõem a área de atuação da Companhia, com a implantação de um projeto pioneiro, chamado “Rede de Vizinhos Protegidos” (RVP), atuando com atividades direcionadas, especificamente, para os locais com maior probabilidade de ocorrências criminais desses bairros, com isso a PMAM tem conseguido conter os casos de roubos e furtos, que já diminuíram em função da maior presença da polícia nesses locais, atendendo aos anseios da comunidade, revelados por uma espécie de “rede do bem”, que liga polícia e comunidade.
O projeto RVP incentiva a existência e manutenção de uma constante comunicação entre a PM e comunitários, focando a comunicação entre os dois lados da questão, em cada rua da comunidade, em cada comércio do local, atuando por meio de visitas e conversas constantes, reuniões e encontros, visando fortalecer os laços de harmonia e confiança entre os moradores em si e deles com os policiais militares.

O projeto começou a ser idealizado quando o comando da 17ª Cicom, buscando oferecer à comunidade uma resposta ao crescimento no número de ocorrências nos bairros Planalto, Redenção e da Paz, os três na zona Centro-Oeste de Manaus, área de atuação da Companhia, qualificou o 2º tenente André Luiz Proença Cruz, que esteve em Belo Horizonte (MG), participando do Curso de “Multiplicador de Policiamento Comunitário”. Ao retornar, o oficial compartilhou o conteúdo assimilado com a equipe da Companhia.

A iniciativa apresenta-se como uma modalidade do policiamento comunitário, incentivando o uso de táticas proativas para tirar a oportunidade da ação do criminoso. Segundo a comandante da 17ª Cicom, a capitã Marcilene Moraes, é a Policia Militar indo ao encontro do cidadão, oferecendo soluções e demonstrando interesse pelos problemas da comunidade. “Trata-se de estender para toda a comunidade os cuidados que cada individuo tem para com seu próprio patrimônio”.

Para a comandante da Cicom, a participação de todos é fundamental. Os policiais envolvidos no projeto percorrem cada rua, quarteirão e casa, sensibilizando os moradores a participar dos encontros, indispensáveis tanto ao direcionamento das ações quanto à aproximação de ambas. Tais ações definem os meios de participação dos cidadãos seja por meio do compartilhamento de informações, seja pelo emprego da vigilância informal (câmera viva).

Versalhes – O conjunto residencial Jardim de Versalhes, no bairro Planalto, zona centro-oeste, que possui, atualmente, aproximadamente seis mil moradores, foi pioneiro na implantação do projeto “Rede de Vizinhos Solidários”. O local foi escolhido por suas características, devido ao número de ocorrências de roubos, furtos e invasões às residências, e, também, por possuir um trânsito local, praticamente sem conexão com outras áreas mais movimentadas. Isso facilitou a implantação do projeto.

Os olhos da Polícia

O projeto “Rede de Vizinhos Solidários” possui dois vieses de prevenção ao crime. Por um lado, os comunitários se unem e denunciam as diversas ações delituosas à polícia. Do outro lado, a Polícia Militar, com base nas denúncias, realiza ação de efetiva de prevenção ao crime ou mesmo a detenção dos criminosos. Com essas ações as duas entidades saem fortalecidas e o que prevalece é a paz social.

Nesse foco entende-se que cada morador é, em potencial, os “olhos da polícia” que vendo uma ação de infratores participa de imediato, através de ligações telefônicas ao policial encarregado de gerenciar o policiamento, o Supervisor de Área (SA), que orienta e direciona a ação preventiva. Outras maneiras de contribuição dos moradores são estabelecidas nas reuniões comunitárias.

A Polícia Militar considera que o projeto é direcionado às suas ações contemporâneas de policiamento comunitário e que a 17ª Cicom é apenas o seu primeiro passo na construção da cidadania nas relações de parceria com as comunidades.

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