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Representantes que não representam – por Garcia Neto

Jornalista Garcia Neto (AM)
Redação
Escrito por Redação

O PC do B do Amazonas tem seus dois principais dirigentes envolvidos em ilícitos. A senadora Vanessa Grazziotin, membro efetivo da ridícula Bancada da Chupeta na Comissão do Impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, recebeu da Odebrecht cerca de R$ 700 mil para a campanha eleitoral de 2012, para a Prefeitura de Manaus.

Seu marido, Eronildo Braga Bezerra, conhecido no meio político por Eron Bezerra, teve seus direitos políticos suspensos por 8 anos por burlar regras de concurso público quando comandava a Sepror (Secretaria de Estado da Produção Rural).

O principal dirigente da Rede de Novo Airão, vereador Kleber Bechara, mostrava-se animado com a possível coligação com o partido dos comunistas para as eleições deste ano.

O deputado federal tucano pelo Amazonas Arthur Bisneto é outro citado na lista de doações da empresa Odebrecht. Por conta de forte influência exercida pelo ex-prefeito Wilton Santos junto ao eleitorado de Novo Airão, Bisneto contabilizou 1.685 votos nas eleições de 2014, a maior votação de todos os tempos naquele município.

O senador Eduardo Braga, que teve o apoio da prefeita Lindinalva Ferreira, foi citado duas vezes em delações premiadas na Operação Lava Jato pelo envolvimento no esquema de propinas milionárias repassados por lobistas.

Diante dos fatos, todos negam participação em esquemas ilícitos. Vanessa disse que o dinheiro da propina foi aplicado para socializar com os necessitados presos à exploração do homem pelo homem.

Bisneto jura que a doação de R$ 500 mil pela Usina Conquista do Pontal, empresa do grupo Odebrecht Agroindustrial, foi legal.

Enfim, está difícil achar um político ficha limpa, honesto, digno, capaz de tratar o povo com respeito, e mais difícil, ainda, quando se tem políticos ficha-suja e inelegível influenciando na vontade popular.

*Garcia Neto é professor e jornalista

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