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‘Robô-repórter’ tem primeira reportagem publicada na China

O robô levou apenas um segundo para escrever matéria de 300 caracteres
R. Saraiva
Escrito por R. Saraiva

Um robô chinês escreveu e publicou a sua primeira reportagem, de acordo com jornais na China.
A notícia vem no mesmo mês que uma companhia de seguros no Japão anunciou que estava substituindo 34 de seus funcionários por um sistema de inteligência artificial.

“Trata-se de um grande alerta”, disse Zeus Kerravala, analista na ZK Research, que acrescentou que é a hora das pessoas repensarem suas carreiras e se um sistema de IA poderia facilmente substituí-las.
“Nós estamos apenas no início de uma era onde robôs estão assumindo empregos”, acrescentou. “Esse é um grande tema no Fórum Econômico Mundial que acontece na Suíça. Mas fato é que já tivemos outras revoluções, como o nascimento de uma linha de montagem”.

As pessoas pensavam que a revolução tomaria os empregos e ela o fez, mas outros empregos foram criados para substituí-los. Então, as habilidades das pessoas precisaram mudar. O mesmo, de acordo com Kerravala, irá acontecer com a revolução robótica.

A matéria do “robô-repórter” foi um artigo de 300 caracteres sobre um festival de primavera local.
Segundo jornais na China, o sistema de IA – desenhado para escrever tanto matérias longas e curtas -, escreveu o artigo em apenas um segundo.

“Quando comparado com a equipe de repórteres, a máquina mostrou uma capacidade de análise de dados mais forte e foi mais rápida ao escrever matérias”, disse Wan Ziaojun, um professor da Peking University que lidera a equipe de desenvolvimento do robô. “Mas não significa que robôs inteligentes irão em breve substituir completamente repórteres”.

A essa altura, robôs não conseguem conduzir entrevistas, rebater argumentos ou selecionar um ângulo em uma reportagem baseado em informações e entrevistas.

O robô levou apenas um segundo para escrever matéria de 300 caracteres

Não é a primeira vez que um artigo é escrito de forma automática. Em 2014, um algoritmo chamado Quakebot, desenvolvido por um repórter do Los Angeles Times, escreveu uma matéria sobre um terremoto. No mesmo ano, a Associated Press anunciou que usaria software para automatizar matérias sobre balanços corporativos.

Kerravala ressalta que repórteres devem garantir habilidades de realizar entrevistas, escrever análises e ir além de simplesmente escrever fatos para uma história.

Repórteres e funcionários de seguradoras não são os únicos a correrem risco de perderem seus empregos para robôs e sistemas inteligentes.

Com a robótica e inteligência artificial fazendo grandes ganhos nos últimos anos, há uma crescente expectativa e preocupação de que elas estarão melhor posicionadas para substituir trabalhadores humanos, poupando empresas de pagar salários, benefícios e férias.

Um relatório recente da Forrester Research prevê que robôs e sistemas de IA poderia substituir 6% dos empregos nos Estados Unidos até o ano de 2021.

Sistemas inteligentes, chatbots e robôs humanoides poderiam assumir funções que iriam desde atendentes em hotéis e serviços ao consumidor a motoristas de caminhões e táxis.

Fonte: IDG NOW

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