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RR: Estrangeiros são detidos vendendo água de torneira como se fosse mineral

Redação
Escrito por Redação

Um guianense e um venezuelano foram presos pela Polícia Militar suspeitos de vender garrafas e água mineral adulteradas no cruzamento de um sinal entre as avenidas Ataíde Teíve e Venezuela, no bairro Liberdade, zona Oeste de Boa Vista na terça-feira (2).

Eles foram flagrados após um homem comprar o produto e notar que a tampa havia sido fixada com cola instantânea no recipiente.

“Comprei a água para minha filha pequena, que estava no carro comigo. E, ao tentar abrir, tive de usar muita força porque a tampa não queria se ‘soltar’. Com a garrafa aberta, vi que a tampa estava toda branca porque tinha sido colada. Voltei ao sinal e quando me viram, já me trouxeram outra garrafa de água mineral lacrada mesmo”, relata Jackson Lima.

Ele disse ter exigido dos vendedores averiguar as garrafas que estavam dentro de um isopor de onde os suspeitos tinham tirado o produto para vender a ele. Segundo Lima, um era guianense e o outro venezuelano.

A dupla vendia água de 500 ml e 600 ml no valor de R$ 2 e R$ 3, respectivamente.

“Quando eu abri um dos isopores, comecei a ‘rodar’ os lacres e constatei que estavam abertos e dentro havia ‘água torneral’. Na hora liguei para a PM. Como os policiais demoraram, tive de sair do local, mas depois me ligaram para retonar e confirmar o flagra de venda de bebida adulterada”, conta, acrescentando que acompanhou os dois até a delegacia.

De acordo com Lima, das 45 garrafas que eles vendiam, nove eram mineral, ou seja, estavam realmente lacradas como deveriam. As demais eram recarregadas com água de torneira. “Eles negaram e disseram que haviam comprado as garrafas daquele jeito [sem o lacre]. Paguei R$ 2 por uma água imunda”, aponta.

No 3° Distrito Policial, os suspeitos prestaram esclarecimentos e teriam sido autuados por atentado à saúde pública.

Como o caso ocorreu na terça, o G1 solicitou informações a respeito do caso ao governo estadual para saber quais procedimentos foram adotados em relação aos dois estrangeiros, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

(Guia do Oeste)

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