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Rússia bombardeia alvos do EI na cidade síria de Palmira

Torres dos Túmulos, em Palmira/Foto: Reuters
Torres dos Túmulos, em Palmira/Foto: Reuters
Redação
Escrito por Redação

A aviação russa bombardeou pela primeira vez posições do grupo Estado Islâmico (EI) na cidade milenar síria de Palmira e seus arredores, informou a televisão pública nesta terça-feira. Os ataques destruíram 20 veículos e 3 depósitos de armas no local, sob controle dos extremistas desde maio. A ofensiva ocorre dois dias depois de os jihadistas terem destruído mais uma importante relíquia da cidade considerada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, o Arco do Triunfo.
— Em coordenação com a aviação síria, a aviação russa atacou posições controladas pelo EI em Palmira e seus arredores — anunciou a TV estatal síria, citando uma fonte militar. — Vinte veículos blindados foram destruídos, assim como três depósitos de munições e três lançadores de foguetes.

A operação russa também realizou ataques na província de Aleppo, informou a TV, nas cidades de Al-Bab e Deir Hafer. As duas ficam a cerca de 20 quilômetros de um aeroporto militar atualmente cercado por combatentes do EI. A área de Jabal al-Zawiya, em Idlib, no Noroeste da Síria, também foi bombardeada.

CIDADE SOB ATAQUES

Desde o do mês passado, intensos bombardeios das forças sírias danificaram monumentos de Palmira, com o lançamento de pelo menos13 barris de explosivos. Mas ainda não há uma avaliação exata da destruição.

No entanto, de acordo com Khaled al-Homsi, um ativista de Palmira, os bombardeios do regime causaram danos em 25% das muralhas da fortaleza. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, grupo de monitoramento com sede em Londres, confirmou as informações.

Por outro lado, os jihadistas também não deixam a cidade milenar em paz. O chefe do setor de antiguidades da Síria, Maamoun Abdulkarim, confirmou no domingo que o Arco do Triunfo, outra importante peça da cidade, havia sido destruída. Ele é considerado a entrada da cidadela antiga, além de um dos principais ícones do local.

— Tínhamos a informação de que haviam colocado explosivos em volta do arco, mas nunca imaginamos que realmente fossem assumir esta loucura, já que o monumento não tem qualquer sinais religiosos. Não achávamos que fossem atingir alvos sem conotação religiosa — lamentou. — Agora, já esperamos que a cidade inteira será destruída.

Os jihadistas do EI capturaram a cidade histórica das forças do governo em maio em uma rápida ofensiva. Desde então, o grupo promoveu assassinatos em massa em lugares conquistados já demoliu vários monumentos, por considerá-los sacrílegos. Alguns dos exemplos das relíquias que foram destruídas são os famosos templos de Bel e Baal-Shamin e a estátua do Leão de Athena, uma obra única de mais de três metros de altura. Depois, os extremistas postam fotos e vídeos das ações.

Antes do início da guerra civil síria, há de mais quatro anos, 150 mil turistas visitavam Palmira a cada ano.(O Globo)

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