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Secretários de Saúde discutem formação de consórcio para aquisição de medicamentos

Secretários de Saúde da Amazônia reunidos, em Manaus/Foto: Divulgação
Secretários de Saúde da Amazônia reunidos, em Manaus/Foto: Divulgação
Redação
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Secretários de Saúde da Amazônia reunidos, em Manaus/Foto: Divulgação

              Secretários de Saúde da Amazônia reunidos, em Manaus/Foto: Divulgação

Representantes de secretarias de Saúde dos Estados da Amazônia Legal reuniram-se, hoje, quarta-feira (31), para discutir medidas que viabilizem a redução de custos na aquisição de medicamentos, especialmente, os que são para tratamento oncológico, e o compartilhamento do modelo de Telessaúde, já adotado no Amazonas. O encontro aconteceu no Hotel Caesar Business, na avenida Djalma Batista, zona centro-sul de Manaus, sob a coordenação do secretário de Saúde do Amazonas, Pedro Elias de Souza.
Pedro Elias explicou que a intenção de formar um consórcio interestadual para melhorar a gestão do abastecimento farmacêutico dos estados já vem sendo discutida pelos secretários da região e que agora o projeto entra na fase de formatação. A ideia é adotar a estratégia, sobretudo no que diz respeito aos medicamentos de alto custo, que incluem os que são utilizados por pacientes de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), transplantados e em tratamento de câncer.

“Com a compra em escala, poderemos reduzir custos em uma eventual negociação direta com as fábricas. Queremos finalizar os estudos técnicos, para que possamos criar esse novo modelo de aquisição, especialmente para os quimioterápicos, que são medicamentos de valor muito elevado”, afirmou.

Economia – Segundo o secretário, cálculos iniciais apontam que a aquisição de medicamentos em sistema de consórcio deve gerar uma economia entre 30% e 40%. No Amazonas, de acordo com ele, o custo estimado de despesa farmacêutica chega a R$ 17 milhões por mês, sendo que aproximadamente 30% desse montante são referentes a insumos de alta complexidade.

O secretário afirmou que a reunião desta quarta-feira teve como objetivo estabelecer o passo a passo para que o modelo de consórcio interestadual de saúde – que ainda não é adotado no Brasil – seja implementado na região. O projeto deve ser apresentado pelos secretários aos governadores de cada um dos estados que participará da iniciativa e seguir os trâmites que apontarão a viabilidade econômica do modelo.

O acordo celebrado entre os entes também deve ser apreciado pela Casa Legislativa de cada Estado para, então, o consórcio ser consolidado, com escolha da diretoria, Estatuto e Regimento Interno. Presente no evento, a assessora do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) Ana Paula Soter sugeriu um cronograma que prevê para março de 2017 a conclusão dessas etapas.

Telessaúde – Outro ponto discutido na reunião desta quarta-feira foi o compartilhamento do modelo de Telessaúde adotado no Amazonas, que teve sua implantação iniciada em 2008 e, atualmente, abrange todos os municípios do estado, de acordo com Pedro Elias. O secretário estadual de Saúde do Pará, Vítor Manuel Mateus, destacou que o Amazonas é o estado do Norte com mais avanços nessa área.

“No Pará, temos, hoje, 131 pontos de saúde virtuais. Estamos em fase embrionária, mas vemos que, nos locais onde os pontos existem, eles apresentam bons resultados, no sentido de reduzir a necessidade de deslocamentos à capital. A ideia é ampliar esse modelo e interligar com o Amazonas, com possibilidade de compartilhamento de algumas especialidades que já são oferecidas aqui”, observou.

No encontro, Pedro Elias explicou que, no Amazonas, atualmente, são ofertados serviços de Teleconsultoria, Teledermatologia, Telerradiodiologia, Tele-Educação e Telediagnósticos. Ele também adiantou que está em fase de elaboração um projeto-piloto, que deve ser implantado em Coari, de Telepatologia, com enfoque na prevenção de câncer de colo uterino, o que apresenta maiores índices na população feminina do Estado.

“O modelo de Telessaúde reduz tempo e custo com transporte de pacientes e facilita o acesso a especialistas, principalmente em casos de acidentes e emergências. Eles auxiliam os médicos da assistência primária. É uma medida que traz bons resultados e deve ser compartilhada com outros Estados”, disse.

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