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Será que realmente existem câmaras secretas na tumba de Tutankhamon?

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R. Saraiva
Escrito por R. Saraiva

Você certamente já ouviu falar sobre a terrível maldição associada à tumba de Tutankhamon, certo? Mas, você já tinha escutado sobre a possível existência de uma câmara secreta no interior do túmulo do faraó mais famoso do Antigo Egito? Esse papo surgiu em 2015, depois que um egiptólogo britânico chamado Nicholas Reeves apresentou uma teoria bem interessante envolvendo o sepultamento do jovem rei.

Tutankhamon faleceu de forma inesperada aos 19 anos de idade há cerca de 3,4 mil anos, e teve de ser sepultado às pressas no Vale dos Reis — em uma tumba considerada pequena para um faraó, situada em um local remoto da necrópole. Pois, de acordo com Rossella Lorenzi, do portal Seeker, Reeves propôs que, como o túmulo de Tut não estava pronto quando ele morreu, o corpo do jovem rei foi colocado na tumba que, originalmente, pertencia a Nefertiti.

Reaproveitamento

A Rainha Nefertiti foi esposa do faraó Akhenaton, pai de Tutankhamon. Ela faleceu 10 anos antes do jovem Tut, e sua tumba jamais foi descoberta. Reeves acredita que, na verdade, o que aconteceu foi que o local onde o corpo da soberana se encontrava foi selado, e que Tutankhamon foi acomodado em um corredor que levava à sepultura da rainha— sendo assim, embora sua tumba nunca tenha sido achada, ela a sempre esteve escondida sob o nariz de todo mundo.

Segundo Rossella, quando essa teoria foi proposta, um especialista em radares japonês chamado Hirokatsu Watanabu chegou a conduzir estudos no interior da tumba de Tutankhamon, e sua análise apontou que havia 90% de chance de que o local guardava duas câmaras, uma na parece norte e a outra na parede leste.

Foto: Divulgação

É claro que o anúncio da possível descoberta dessas câmaras causou um verdadeiro alvoroço entre arqueólogos e egiptólogos do mundo inteiro. No entanto, uma nova análise, desta vez conduzida pela National Geographic Society, não mostrou os mesmos resultados por Watanabu, e a teoria de Reeves perdeu credibilidade.

Novas análises

Agora, cientistas da Universidade Politécnica de Turin, na Itália, anunciaram que realizarão novos estudos na tumba de Tutankhamon — a investigação mais aprofundada e detalhada já conduzida no interior da câmara mortuária do jovem faraó. Segundo explicaram, eles vão fazer varreduras da tumba e seus arredores com três avançados sistemas de radar que empregam frequências que variam dos 200 MHz até 2 GHz.

 

Imagem registrada pelo National Geographic Society

Além do sistema de radar, o time vai empregar tecnologias de tomografia de resistência elétrica e indução magnética, e com isso penetrar até perto dos dez metros de profundidade para conduzir as varreduras. O mais interessante é que a iniciativa faz parte de um projeto que tem como propósito realizar o mapeamento geofísico do Vale dos Reis e, portanto, existe a possibilidade de que câmaras e tumbas enterradas há milênios sejam descobertas.

Fonte: Mega Curioso

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