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Sindmetal tenta reverter parte do lucro das empresas para os trabalhadores

Faixa da campanha dos metalúrgicos em frente ao Prédio do sindicato.
Faixa da campanha dos metalúrgicos em frente ao Prédio do sindicato.
Redação
Escrito por Redação

A Campanha Salarial 2016 do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas deve esquentar logo na primeira semana de julho. Data em que as comissões de negociações, formadas por trabalhadores e patrões, que vão se sentar à mesa para chegar um acordo entre as partes.

Os metalúrgicos estão pedindo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que hoje gira em torno de 9,3%, com 3% de aumento real nos salários e mais 50% de produtividade para cada trabalhador. O índice do reajuste vai depender da inflação acumulada de setembro/2015 a agosto de 2016, que pode chegar a 9,5% a 10% no fechamento do mês.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos e da CUT, Valdemir Santana, reivindicações como as 40 horas semanais, que já é histórica para o Sindicato e a Central, outras como, licença maternidade de 06 meses e paternidade de 20 dias, vão entrar nas negociações desse ano como mais benefício a serem conquistados para os metalúrgicos. Também estão pedindo a 4ª alimentação, alimentação a cada 2 horas, com 15 minutos de intervalo.

Quanto a inclusão da produtividade na pauta de reivindicações, Santana justificou como sendo uma proposta mais que justa, uma vez que, as indústrias estão produzindo mais, em menos tempo, mesmo com número reduzido de trabalhadores.

Santana justifica que hoje a Moto Honda da Amazônia, por exemplo, produz uma motocicleta em 16 segundos. Antes ela montava a mesma motocicleta em 18 segundos e, ainda assim, com um quadro de funcionários bem maior que o registrado agora. A redução de tempo na produção unitária, segundo ele, reverte-se em lucro para as empresas. É esse lucro que o presidente dos metalúrgicos quer que a empresa compartilhe com os trabalhadores, em forma de pagamento de produtividade.

Valdemir disse ainda, que se as 40 horas semanais passarem nas negociações de 2016, a indústria pode contratar mais 10 mil trabalhadores, sem acréscimo na folha de pagamento das empresas. O que pode parecer uma mágica na concepção dos empresários, na opinião do presidente, é só uma base de cálculo que se colocada em prática, vem favorecer a todos, trabalhadores, empresários, economia do Estado.

A média salarial dos trabalhadores do Polo Industrial de Manaus (PIM), é de R$ 2.500,00. Hoje, depois de uma temporada de demissões, o número de trabalhadores chega a aproximadamente 96 mil. Se calculado os 13 salários pagos ao ano, vezes os reajustes de 10%, as negociações podem injetar mais de R$ 31 Milhões/ano, na economia do Amazonas.

Concretizando as negociações, o Sindicato dos Metalúrgicos estará servindo de mola mestra na reversão de uma porcentagem dos lucros das empresas, em benefícios dos trabalhadores e do Estado. Em outras palavras, estará tirando um pequeno percentual dos lucros enviados para as matrizes, para dar como produtividade aos trabalhadores.

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