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Operação ´Roleta Russa´ prende policial e servidora por desvio de armas no IC(Atualizada)

Comando da operação "Roleta Russa", em coletiva de imprensa/Foto: Suzana Martins
Comando da operação "Roleta Russa", em coletiva de imprensa/Foto: Suzana Martins
Redação
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Comando da operação "Roleta Russa", em coletiva de imprensa/Foto: Suzana Martins

      Comando da operação “Roleta Russa”, em coletiva de imprensa/Foto: Suzana Martins

A Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e a Polícia Civil do Amazonas (PCAM) deflagraram, na manhã de hoje (16), a Operação “Roleta Russa”, com o objetivo de apurar os desvios de diversas armas de fogo ocorridos nos últimos meses no Instituto de Criminalística do Amazonas (IC), órgão do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC).
Três pessoas foram presas, dentre elas um investigador e uma servidora assistente administrativa da Polícia Civil, e um comerciante autônomo. Nathanael Gonzalez Galvao, investigador de Polícia Civil lotado no IC/DPTC; Joana D’Arc Cruz Da Silva, assistente Administrativo da PCAM lotada no IC/DPTC e Adauto Leite Da Silva Júnior, comerciante autônomo, tiveram os mandados de prisão expedidos pela 6ª Vara Criminal da Comarca de Manaus.

As investigações foram conduzidas pelos delegados de Polícia Civil Paulo Henrique Benelli de Azevedo e Fernando Bezerra de Oliveira Lima, com o apoio e supervisão direta da Força-Tarefa da Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública, coordenada pela delegada de Polícia Civil Emília Ferraz.

A operação contou com a participação, nesta fase ostensiva, de 34 policiais civis de diversas unidades da Polícia Civil, além de servidores lotados na Corregedoria Geral do Sistema de Segurança Pública do Amazonas. Além dos três mandados de prisão, os policiais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva, todos expedidos pela 6ª Vara.

O corregedor geral da SSP-AM, Leandro Almada, afirma que os desvios de conduta de servidores dentro do Sistema de Segurança serão apurados. “Nós iremos instaurar o processo administrativo cabível e tomar as providências na orçada disciplinar, são infrações administrativas graves e podem ensejar a pena de demissão aos servidores”, comentou.

O diretor do DPTC, Jéfferson Mendes, informou que o departamento já modificou os protocolos de controle interno e segurança. “Nós fizemos algumas mudanças nas questões de recebimento, armazenamento e distribuição dessas armas, como por exemplo, a entrega das armas à perícia sendo feita diariamente. Incluímos ainda  sistema de monitoramento remoto para nosso controle e evitar esse tipo de conduta, entre outras mudanças”, explicou.

Os trabalhos de investigação tiveram início após ter sido detectado, durante ocorrência de porte ilegal de arma de fogo no dia 28 de abril deste ano, que a pistola Taurus, modelo PT840, número de série SET76196, seria a mesma arma de fogo apreendida dias antes, vinculada a outra ocorrência.

De acordo a investigação do grupo, a arma encaminhada ao Instituto de Criminalística foi desviada criminosamente, retornado às ruas. Os dois servidores faziam os desvios antes das armas chegarem ao setor de perícia, repassando os objetos ao terceiro acusado, o comerciante, que os vendia no mercado negro.

Diante da suspeita, foram realizados levantamentos internos no Instituto de Criminalística que confirmaram o desvio de 22 armas de fogo entre os anos de 2015 e 2016, sendo 21 delas no plantão de uma mesma servidora.

 

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