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STJD pune Vasco com multa e perda de mando de campo, por explosão

Reunião do STJD, no Rio/Foto: Raphael Zarko
Reunião do STJD, no Rio/Foto: Raphael Zarko
Redação
Escrito por Redação

Em julgamento na manhã de hoje, sexta-feira, no Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o Vasco foi punido com multa de R$ 20 mil e a perda de um mando de campo pela explosão de uma bomba na derrota por 3 a 1 pra o Cruzeiro, em São Januário. O clube foi denunciado no artigo 213, que fala em ausência de providências necessárias para prevenir e reprimir desordens e lançamento de objetos em seu estádio. A pena, no entanto, deve ser cumprida em partida já negociada para ser realizada em Brasília, contra o São Paulo.
A punição por votos da maioria dos auditores na 4ª Comissão Disciplinar do STJD não vale para os dois próximos jogos de mando do Vasco – contra Flamengo, no domingo (jogo marcado para Cuiabá), e Avaí, na quarta-feira -, pois o regulamento da CBF prevê 10 dias de antecedência para mudança de local de partida de jogos. No dia 8 de julho, o Vasco enfrenta o São Paulo em partida válida pela 12ª rodada.

O advogado do Vasco, Paulo Máximo, usou o sistema interno de TV do clube para fundamentar sua defesa – e defender que o clube faz tudo ao seu alcance para prevenir casos de violência ou desordem no seu estádio. Além de exibir as imagens, ele utilizou também o depoimento do assessor especial da presidência do Vasco, Ricardo Vasconcellos.

– Desde 2001 participo da organização dos jogos, com exceção do tempo que não estava na diretoria. Não tem nenhum histórico em São Januário de estouro de bombas. Nenhum caso – contou Vasconcellos.

O dirigente vascaíno lembrou que, após a partida, foi à sala da segurança para rever os vídeos e identificar quem havia jogado a bomba, mas ninguém foi achado nas imagens. Ricardo Vasconcellos disse que o Gepe assumiu falha na revista de entrada e considerou “inadmissível” que uma bomba de torcedores entrasse no estádio.

Ricardo Vasconcellos foi questionado sobre a relação do clube com as organizadas. O assessor respondeu que o Vasco desalojou as uniformizadas de suas salas em São Januário e lembrou que o presidente Eurico Miranda não reconhece mais a principal organizada do clube.

Na semana passada, áudio de um ex-integrante de organizada apontou vínculo do Vasco com a nova diretoria. Na mensagem enviada a Eurico Brandão, filho de Eurico, o torcedor lembrava ajuda na eleição e cobrava emprego para amigos dentro do clube. O Vasco respondeu que não dá benefício algum a organizadas e explicou que não aprovou os projetos apresentados pelo torcedor vascaíno.

Ainda na defesa, Máximo lembrou que, além da identificação do torcedor, o clube deveria mostrar outros meios para provar que não teve culpa no caso. Com documentação que incluía matéria jornalística e declaração do comandante do Gepe falando em falha na segurança da partida, o advogado do Vasco pediu total absolvição do clube.

Nos votos, os auditores disseram que o clube não poderia se eximir completamente da falha na revista do estádio e ressaltaram a gravidade do arremesso de uma bomba no campo. O presidente da 4ª comissão disciplinar Wanderley Godoy e o auditor-relato Leonardo Andreotti decidiram pela punição de uma partida e multa de R$ 20 mil. O voto vencido foi de Guilherme Rodrigues, que pedia punição de R$ 50 mil, mas sem perda de mando de campo.(G1)

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