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Super-heróis e princesas ajudam no tratamento de crianças com câncer, no Pará

Hospital oncológico infantil de Belém aposta em tratamento humanizado/Foto: Divulgação
Redação
Escrito por Redação

Um hospital infantil da rede estadual em Belém recrutou um time de heróis para alegrar a rotina de crianças em tratamento de câncer. O projeto “Sou super-herói” coloca funcionários fantasiados de Batman, Homem-aranha, Super-homem, Zorro e princesas em diversas tarefas do cotidiano, fazendo com que os pacientes tenham contato com a realidade mágica das histórias em quadrinhos.

“Uma vez ao mês os trabalhadores se vestem de heróis e princesas. O impacto para a criança e o familiar é o alívio, de conviver com o lúdico no hospital. Mas para o trabalhador é interessantíssimo, porque ele consegue trabalhar com ele mesmo as perdas que ele se depara no dia a dia, fazendo uma reflexão se de fato ele não é internamente um herói para oferecer uma atenção segura e humanizada para crianças e adolescentes”, explica Alba Muniz, diretora geral do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo.

Hospital oncológico infantil de Belém aposta em tratamento humanizado/Foto: Divulgação

Hospital oncológico infantil de Belém aposta em tratamento humanizado/Foto: Divulgação

A iniciativa heroica do hospital é levada tão a sério que até os prestadores de serviço são selecionados de acordo com este diferencial. “A gente procura a empresa que atenda todos os requisitos de segurança em relação aos trabalhadores e ao trabalho que está sendo executado, para não colocar ninguém em risco. Este é o primeiro critério. O segundo é ser parceiro e fazer uma coisa diferente para as crianças que estão aí”, garante a diretora.

‘Toque de doçura’
O hospital tem 400 pacientes em tratamento de câncer, entre crianças e adolescentes de até 19 anos, dos quais 60 estão atualmente internados. Como o tratamento é de longa duração, é comum as crianças receberem alta e serem internadas novamente em outra etapa do tratamento, e o tempo médio de permanência de cada criança ou adolescente é de 20 dias no hospital por internação. Por conta disso, tudo que faça a rotina ser mais interessante serve de ferramenta para a recuperação dos meninos e meninas.

“Todo o trabalho, seja administrar um medicamento, limpar o chão, fazer uma consulta ou limpar as paredes, se a gente puder dar um toque de doçura, de humano, a gente faz isso”, disse Alba Muniz.

O projeto é elogiado por familiares de pacientes e traz bons resultados/Foto: Divulgação

O projeto é elogiado por familiares de pacientes e traz bons resultados/Foto: Divulgação

O esforço de humanização agrada as famílias que enfrentam o desafio do tratamento oncológico. “A gente gosta muito do hospital porque eles tentam amenizar da melhor forma essa questão da doença, que já é um desconforto você estar em um lugar assim, pelo motivo que a gente está”, disse Vanessa Monteiro, mãe de uma paciente de 16 anos que está internada há 3 semanas no hospital.

“É uma doença difícil de lidar, e a gente acaba tendo todo esse apoio, até mesmo psicológico e emocional deles, desse cuidado que a gente vê com os nossos filhos. Quando você vê alguém cuidando bem do seu filho, você automaticamente gosta daquela pessoa”, conclui Vanessa.

Fonte: Centralizado

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