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Suspeitos de esquartejamento são apresentados e uma menor está envolvida

Suspeitos de esquartejamento foram apresentados no final da tarde desta segunda-feira (17) na SSP/AL (Foto: Rívison Batista)
Redação
Escrito por Redação

Uma coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (17) na sede da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL) esclareceu o crime de esquartejamento que aconteceu em Girau do Ponciano, no Agreste alagoano.

A operação deteve quatro homens e apreendeu uma menor de idade. O secretário de Segurança Pública, Lima Júnior, destacou que o fato de o crime ter sido filmado causa um impacto psicológico enorme na população. “Foi comparado a um ato terrorista quando é filmado e divulgado”, disse o secretário. A vítima, identificada como Genaldo dos Santos, de 46 anos, teve a cabeça arrancada e colocada dentro do tórax, além de ter as orelhas e o pênis cortados e alguns órgãos retirados.

Suspeitos de esquartejamento foram apresentados no final da tarde desta segunda-feira (17) na SSP/AL (Foto: Rívison Batista)

Suspeitos de esquartejamento foram apresentados no final da tarde desta segunda-feira (17) na SSP/AL (Foto: Rívison Batista)

Foram detidos: Romário dos Santos Silva, de 26 anos de idade; Ubirajara da Silva Santos, de 26 anos; Eduardo Fernandes dos Santos, de 30 anos; e Brimax Silva Lisboa, de 24 anos. A menor M.C.B.S., de 14 anos de idade, foi apreendida. Taíse Nascimento Duarte, de 19 anos, é apontada como a mentora intelectual e está foragida. O grupo foi detido neste domingo (16). Brimax e Ubirajara são irmãos. Eduardo Fernandes é taxista e dirigiu o carro que foi usado no crime. As armas usadas no crime também foram apresentadas na SSP: duas facas e uma espingarda de calibre 12. Também foram apresentadas a roupa e as sandálias usadas por Taíse no momento do crime, além de uma quantidade de maconha.

Taíse Nascimento Duarte está foragida (Foto: Divulgação)

Taíse Nascimento Duarte está foragida (Foto: Divulgação)

Segundo o delegado Valdeks Pereira, a vítima e os suspeitos residiam em Arapiraca e a motivação do crime que os suspeitos alegaram à polícia foi que Genaldo teria estuprado e enforcado duas crianças. Tal crime teria acontecido em Pernambuco. De acordo com o delegado, Brimax Silva foi quem fez o levantamento dos horários da vítima e do local exato que a vítima morava, no bairro Caititus. “Às 2h30 da madrugada do dia 12, o grupo, formado por Romário, Ubirajara, Taíse, Eduardo e M.C.B.S. invadiram a casa da vítima. A menor destrancou a porta da casa e Romário estava segurando uma espingarda usada para ameaçar Genaldo. O homem, posteriormente, teve suas mãos amarradas e foi colocado dentro da mala de um Corsa Classic de cor prata. O carro foi guiado por Eduardo Fernandes até a zona rural de Girau do Ponciano, na localidade conhecida como Sítio Alecrim”, afirmou o delegado.

Valdeks Pereira afirmou que Romário e Ubirajara foram os primeiros a esfaquear Genaldo quando ele foi retirado da mala do veículo. Depois disso, o homem foi colocado no chão e o que se sucedeu foi um crime bárbaro. Segundo o delegado, enquanto a menor M.C.B.S. filmava toda a ação, Genaldo agonizava com as facadas que recebia de Taíse. Em um certo momento, M.C.B.S., de acordo com o delegado, pediu para Eduardo Fernandes continuar a filmagem e se juntou a Taíse. As duas arrancaram a cabeça, o coração, as orelhas e o pênis da vítima. Depois disso, a cabeça da vítima foi colocada dentro do tórax que estava aberto pelas facadas.

“Depois do crime, eles foram para o carro e voltaram para Arapiraca muito animados, como se tivessem participado de uma festa. Ainda não existe a confirmação de que o homem assassinado tenha participado de algum crime. Investigações estão sendo feitas para tentar elucidar essa parte do caso”, afirmou o delegado Valdeks Pereira. Outro delegado que estava na coletiva, Gustavo Xavier, afirmou que existe a possibilidade da ordem do crime ter saído de dentro do sistema prisional, pois os envolvidos no esquartejamento de Genaldo dos Santos são integrantes de uma quadrilha que faz o tráfico de drogas no Agreste alagoano.

Segundo o delegado Valdeks Pereira, Genaldo morava só e não deixou filhos. Os suspeitos detidos serão indiciados por homicídio qualificado, tráfico de drogas e corrupção de menor.

Fonte: Tribuna Hoje

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