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Teatro Gebes Medeiros homenageia o Herói da Independência Venezuelana

Cena do filme, com Jorge Reyes, protagonista/Foto: Reprodução
Redação
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Cena do filme, com Jorge Reyes, protagonista/Foto: Reprodução

                         Cena do filme, com Jorge Reyes, protagonista/Foto: Reprodução

Em parceria com o Consulado Geral da Venezuela em Manaus, a Secretaria de Cultura do Amazonas, em comemoração aos 200 anos da morte do General Francisco de Miranda, herói da independência venezuelana, exibirá na quinta-feira (15), o filme “Miranda Regresa”, de 2006, às 18h00, no Teatro Gebes Medeiros, com entrada gratuita.
Francisco Gabriel de Miranda, conhecido como El Precursor, por seu papel nas lutas da independência venezuelana, nasceu em 28 de março de 1750, em uma família abastada de Caracas. Serviu no exército, nas Antilhas e em Cuba, contra os ingleses.

Nos EUA, se torna amigo de personagens históricos, como George Washington e Thomas Paine. Viaja, a seguir, para a Inglaterra, onde passa a propagandear suas ideias de liberdade para as colônias localizadas na América do Sul, viajando, depois, por toda a Europa, chegando a gozar de privilégios na Rússia, onde usa o uniforme de coronel do exército imperial.

Defendia a ideia de um só império americano, multirracial e, sobretudo, livre. Abraçou as causas da Revolução Francesa e lutou pela libertação da Venezuela do julgo espanhol. Acusado de traição, Miranda é preso por Bolívar e entregue aos espanhóis. Morreu, em 14 de julho de 1816, acorrentado na prisão de “Quatro Torres”, em Cádiz. Deixou um diário em 15 volumes, intitulado “Archivo”. Seu nome está gravado no “Arco do Triunfo”, em Paris, e um estado da Venezuela tem seu nome. Ficou conhecido como Cidadão Universal, lutador incansável pela liberdade e herói da independência da Venezuela.

O Retorno de Miranda

O filme “Miranda Regresa”, de 2006, dirigido pelo venezuelano Luis Alberto Lamata e protagonizado por Jorge Reyes, conta a história de um jornalista que se infiltra clandestinamente no grupo de Miranda, em 10 de julho de 1816, ano de sua morte. O jovem jornalista insiste para que o general o conceda uma entrevista, a fim de propagar seu pensamento anticolonialista em um jornal de vanguarda que é publicado ilegalmente em Cádiz, cidade portuária ao sul da Espanha.

Miranda, velha raposa da geopolítica internacional desde o século passado, desconfia do garoto impetuoso que gradualmente está ganhando sua confiança, até que finalmente lhe concede uma entrevista. Começa então uma viagem retrospectiva da vida do general, voltando aos momentos de formação mais significativos da construção do jovem, o sedutor, o soldado espanhol, o ilustre, o desertor, a independência, a política, o guerreiro, o espião, o contrabandista, o herege, o conspirador e o precursor são narrados para revelar a magnitude de Francisco de Miranda, para sempre, talvez, o mais universal dos venezuelanos.

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