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TO: atendimento precário em delegacias da Capital

R. Saraiva
Escrito por R. Saraiva

No Complexo de Delegacias Especializadas, localizado na Avenida Theotônio Segurado, em Palmas, com dez delegacias da Polícia Civil (PC), duas estão fechadas e sem atendimento ao público. O problema se estende também em outras delegacias que não contam com servidores suficientes para atender a demanda da população.

A bacharel em Direito Ludmilla Ribeiro Felipe, 24 anos, disse que desde a última terça-feira tenta registrar um boletim de ocorrência (BO) na Delegacia de Repressão a Crimes de Trânsito (DRCT), após ter sido atingida por um veículo na Avenida NS-02, enquanto andava de bicicleta, na noite do último sábado.

“No primeiro dia útil após o acidente, eu vim e, em razão de um flagrante, não fizeram o B.O. Na quarta-feira liguei e o delegado disse que poderia vir à tarde, mas chegando fui informada que não tinha escrivão para me atender”, disse. Ontem, Ludmilla tentou mais uma vez registrar o B.O., mas foi informada novamente que não havia escrivão.

Na Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes Contra o Consumidor e a Economia Popular (DERCCON), não há nenhum movimento de servidores, e a porta estava trancada nos dois dias em que a reportagem esteve no local. Na porta não há qualquer aviso de horário de funcionamento, apenas uma guirlanda de Natal.

A Delegacia de Costumes, Jogos e Diversões Públicas também estava com a porta trancada e havia um comunicado do último mês de julho. “No mês de julho/2015 estaremos atendendo apenas no período matutino das 8 às 12 horas”, informa o recado. Essa delegacia seria a responsável por investigar crimes como o que aconteceu na semana passada, quando o empresário Carlos Henrique Oliveira, o Nhac, foi assassinado em uma casa onde funciona a Associação Tocantinense de Esportes Intelectuais (Atei), na Quadra 206 Sul, região Central da Capital, após uma discussão por uma dívida oriunda de jogos. O lugar abrigava um cassino clandestino, segundo a polícia.

Outra dificuldade também que a população vem enfrentando é em relação à 4ª Delegacia de Polícia Civil (DPC), localizada no Jardim Aureny I, região Sul de Palmas. A unidade, que funcionava em regime de plantão, passou a atuar somente em horário de expediente. Agora, os moradores que precisam do serviço após o horário comercial devem se locomover até a Central de Atendimento de Flagrante da Polícia Civil, localizada na Avenida Theotônio Segurado.

Sindicato
O presidente do Sinpol, Moisemar Marinho, defendeu a classe e informou que, geralmente, um delegado responde por mais de uma delegacia. “Às vezes, temos um delegado respondendo por várias delegacias especializadas, porque a falta de delegados de polícia é muito grande. Hoje, temos menos de 144 delegados para atender todo o Estado, porque boa parte já está aposentada”, disse.

Para ele, a falta de atendimento ao público é devido à deficiência de servidores, agentes, escrivães e delegados. Ele relembrou que o concurso público está parado desde o início do ano. “O governo publicou a relação de aprovados, mas falta iniciar a segunda etapa que é o curso formação de Academia de Polícia Civil”, afirmou.

Nessa fase, os candidatos precisam contar com uma bolsa-auxílio, o que custará para os cofres públicos cerca de R$ 9 milhões. Com o certame parado, desde janeiro, fica inviável a diminuição do déficit de pessoal da PC, explica Marinho.

Funcionamento
Derccon e Delegacia de Costumes – de portas fechadas
Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes Praticados contra Concessionárias Prestadoras de Serviços Públicos [Furtos de Água e Energia] (DERFAE) – contava com um agente
DRCT – estava sem escrivão
4ª DPC – deixou de atuar em regime de plantão e passou a atender somente em horário de expediente.

Fonte: Jornal do Tocantins

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