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Todo mundo tem o direito de criticar, principalmente o Lula, diz Dilma

Dilma recebe uniforme da delegação olímpica/Foto: Reprodução
Dilma recebe uniforme da delegação olímpica/Foto: Reprodução
Redação
Escrito por Redação

A presidente Dilma Rousseff disse hoje, terça-feira (23), que todos têm o direito de criticar. O comentário refere-se às críticas recentes que ela tem recebido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que a comparou ao “volume morto” recentemente.
“Todo mundo tem direito de criticar, ainda mais o Lula que sempre foi muito criticado”, disse Dilma aos jornalistas ao participar de uma reunião sobre a Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro. Em seguida, a presidente saiu do local e não respondeu às perguntas dos repórteres. Segundo a presidente, o seu antecessor é muito criticado pela imprensa.

Em encontro com religiosos na última quinta-feira, Lula fez várias críticas à sua sucessora. O ex-presidente, mentor da candidatura de Dilma em 2010, afirmou, segundo o jornal “O Globo”, que a presidente “está no volume morto” e referiu-se à gestão da sucessora como “um governo de mudos”.

Durante o encontro, realizado no auditório do Instituto Lula, em São Paulo, o ex-presidente falou de promessas descumpridas por Dilma, como a de “não mexer no direito dos trabalhadores”. E listou notícias negativas, como a alta da inflação e aumentos de tarifas.

“Dilma está no volume morto, o PT está abaixo do volume morto e eu estou no volume morto”, reclamou Lula, segundo conversa reproduzida pelo jornal.

Além de criticar Dilma diretamente, Lula tem criticado seu partido, o PT, como tentativa de se desvincular de Dilma, que enfrenta crise de popularidade. Segundo o instituto Datafolha, apenas 10% dos entrevistados consideravam o governo da petista “bom ou ótimo”. Ainda de acordo com a pesquisa, 65% dos entrevistavam avaliavam o governo Dilma como “ruim ou péssimo”.

Em evento promovido pelo instituto que leva seu nome ontem, Lula fez um discurso sobre a necessidade de o partido se renovar, com duras críticas a posturas vistas hoje no partido que ajudou a fundar. “O PT perdeu um pouco do sonho, da utopia. A gente só pensa em cargo, em ser eleito, ninguém trabalha de graça mais (pelo partido)”, reclamou. “Estamos querendo salvar nossa pele e nossos cargos ou criar um novo projeto?”, questionou.(UOL)

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