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Tragédia ambiental no Manaquiri: Seca mata 25 mil ton de peixes

Redação
Escrito por Redação

Enquanto milhares de pessoas passam fome no interior e em todo o Estado do Amazonas, cerca de 25 mil toneladas de peixes morreram nos últimos dias causando umas das maiores tragédias ambientais no município de Manaquiri, no interior do Estado.

O cálculo é de pescadores e ribeirinho das localidades do Paraná do Manaquiri e do lago do Aruanã, braços dos rios Solimões que afirmam que esta é a maior tragédia ambiental já registrada no lugar. Mortandade assim só foi registrada há três anos quando a vazante histórica secou lagos e rios da região.

O que é pior, dizem pescadores e ribeirinho, é que a tragédia era prevista e mesmo assim o poder público e órgãos públicos não tomaram providência alguma mesmo sabendo que o fenômeno era previsível para este ano.

E a mortandade de espécie de peixes populares como jaraqui, sardinha, pacu, piranha, e surubim certamente vai trazer efeitos piores que é fim da pesca naquela área impondo a fome e a miséria ao já sofrido povo dessas regiões.

A Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror) informou que no período da vazante é natural que haja a mortalidade de algumas espécies de peixes na região de lagos com espécies não migratórias ou sedentárias:

Branquinha, piranha, pescada e Curimatãs. Essas espécies são menos resistentes do que outros peixes como o Pirarucu, o Bodó, Aruanã e Tamuatá que são considerados sedentários, porém, resistem a essas variações sazonais.

Normalmente, explica a Sepror, no período da vazante há uma fuga em massa dos peixes para águas mais profundas ou com maior porção de oxigênio, ficando isoladas apenas as espécies não migratórias ou sedentárias.

De acordo com o secretário executivo de pesca e aquicultura do Sistema Sepror, Geraldo Bernardino, a explicação técnica para a mortalidade dessas espécies sedentárias é que com o nível baixo da água, a mesma fica mais quente e com alta concentração de matéria orgânica, reduzindo o nível do oxigênio da água.

 

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