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Tratamento da saúde mental no AM debatido na Assembleia Legislativa

Deputado Luis Castro com participantes dos debates/Foto: Divulgação
Deputado Luis Castro com participantes dos debates/Foto: Divulgação
Redação
Escrito por Redação

A “Implementação da Rede Integrada de Serviços de Saúde Pública para atendimento a Pessoas Portadoras de Sofrimento Mental”, foi tema abordado em Audiência Publica na Assembleia Legislativa do Amazonas ontem, segunda-feira (19), envolvendo o tratamento dispensado pelo poder público à saúde mental, em Manaus e no Amazonas.
Segundo o deputado estadual Luiz Castro (REDE), autor da prosposta que originou o evento, o objetivo foi o de apresentar e discutir o panorama atual da saúde mental no Amazonas para, a partir de então, encaminhar um relatório com os encaminhamentos da audiência para o Governo do Estado, Prefeitura, Ministério da Saúde, os ministérios públicos Estadual e Federal no intuito de colaborar com o desenvolvimento da saúde mental.

Renato Souto, Conselheiro Nacional de Direitos Humanos na Região Norte, destacou a necessidade de mais unidades dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). “Principalmente no interior, onde as pessoas não sabem como lidar com problemas relacionados a doenças mentais e acabam até por maltratar os doentes”, defendeu. Por outro lado, José Setemberg Rabelo, líder da Luta Antimanicomial e Antônio de Pádua Ramalho, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) afirmaram que a questão da saúde mental vai além da quantidade de CAPS, precisando de uma rede articulada com a família e de um maior interesse do poder público em torno do tema.

Rosângela Aufieiro, representante dos Trabalhadores da Saúde Mental, lembrou a importância de uma resolução efetiva por parte do poder público quanto ao tratamento dispensado aos doentes mentais. Sobre a atenção dada aos doentes mentais, o presidente do Sindicato dos Psicólogos do Amazonas, Alberto Jorge Silva, afirmou que nem sempre o poder público trata do problema com a merecida atenção, ou seja, como uma patologia.

A gerente da Rede de Atenção Psicossocial da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Efthimia Simões Haidos, reconheceu que o número de CAPs não é suficiente. “Não chegamos ao ideal, mas estamos aos poucos avançando, seja na inclusão de novos serviços, seja na articulação com a rede, firmando parceria com o estado também”, explicou.

Para a coordenadora estadual de Saúde Mental, Lourdes Siqueira o trabalho com doentes mentais muitas vezes exige maior dedicação dos profissionais. “É um trabalho que não pode ficar restrito ao trivial. Não adianta ter mais psicólogos se estes não tem compromisso com a causa da saúde mental. Hoje no estado temos 25 CAPS, mas ainda precisamos de mais e vamos sempre precisar porque a demanda aumenta a cada dia”, defendeu.

Sobre a atuação do Ministério Público Estadual, a promotora, Cláudia Câmara, afirmou o compromisso do órgão com a causa da saúde mental. “Em boa parte dos casos os juízes atuam com equilíbrio e demonstram sensibilidade em questões que envolvem saúde mental”, afirmou.

A audiência contou ainda com a participação de representantes de CAPS de várias zonas da cidade, assistentes sociais e do psicólogo da Diretoria de Saúde da Assembleia, César Fonseca.

Debatedores com o deputado Luis castro/Foto: Divulação

                             Debatedores com o deputado Luis Castro/Foto: Divulgação

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