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Trindade diz que a desembargadora Graça Figueiredo está “atrapalhando” a DPE

Redação
Escrito por Redação

O Defensor Público Geral, Ricardo Trindade dá mais um deslize ao dizer que a presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, desembargadora Graça Figeiredo, está “atrapalhando a Defensoria Pública” ao retirar apoio à instituição nos fóruns da capital e em várias cidades do interior do Estado.

 

As declarações feitas em uma reunião do Conselho da Defensoria Pública vazaram através de um áudio, o qual o portal teve acesso. Nesse áudio, Ricardo Trindade diz que sente “enjoo” de defensor, que está incitando colegas, criando um movimento paredista para enfraquecer as suas prerrogativas. Cita, no áudio, que existe um juiz, um promotor de justiça, um membro da advocacia pública querendo incitar os colegas com base na prerrogativa de um único defensor.

 

Vai mais longe, quando expõe situações administrativas, acusando a presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Graça Figueiredo de estar “atacando a Defensoria Pública”, com retirada de parceria e apoio em várias cidades do Amazonas.

 

Em outro trecho, diz que a desembargadora já enviou ofício para que a Defensoria saia de 15 Fóruns, entre eles o de Manacapuru, da capital, Parintins, do fórum de Iranduba provocando um custo “elevadíssimo” à DPE, e que só não forçou a retirada em definitivo, porque a presença da Defensoria, nesses mesmos Fóruns, é muito cômodo para o Tribunal de Justiça.

Que ele, Ricardo Trindade, não vai aceitar que o Tribunal de Justiça trate a DPE como lixeiro, como lixo, porque é assim que o TJ trata a Defensoria Pública do Estado….

 

Ouça o Áudio na íntegra:

 

Não bastasse o titular da Defensoria Especializada em Ações Coletivas (DPEAIC) e diretor da Escola Superior da Defensoria Pública (Esudpam), Carlos Alberto Souza Almeida Filho, entrar com duas representações junto à Corregedoria Geral da DPE, denunciando o Defensor Público Geral, Ricardo Trindade, por atos de improbidade administrativa, perseguição, e assédio moral agora surge mais esse áudio numa demonstração de destempero do titular da DPE-AM.

 

Entre a denúncia mais recente feita pelo defensor Carlos Alberto, está o de perseguir e praticar ato de arbitrariedade contra o defensor Carlos Alberto, ao tornar sem efeito uma portaria que autorizava o diretor da Esudpam a coordenar o Centro de Estágio Acadêmico. Isso, ocorreu pelo fato do defensor Carlos Alberto ter denunciado Ricardo Trindade à Corregedoria Geral, pela contratação irregular de estagiário voluntario.

 

Em outros memorandos e requerimentos encaminhados à Corregedoria Geral da DPE, Carlos Alberto denuncia outros atos de improbidade administrativa e desmandos praticadas por Ricardo Trindade, à frente a DPE.

 

Entre as irregularidades denunciadas, está, também, a determinação de Ricardo Trindade para a ocupação das salas da Escola Superior por unidades de atendimento “para exercerem atividades alheias às finalidades, sem prévia consulta ao seu diretor”.

 

Carlos Alberto explica que, caso haja a desocupação do espaço da DPEAC isso acarretará em prejuízo aos interesses da coletividade, dada a impossibilidade de prosseguimento no atendimento dos mais de 800 processo e procedimentos da Defensoria Especializada, em Ações coletivas, que funciona no espaço ameaçado de desocupação.

 

Já prevendo os prejuízo, o titular da DPEAI encaminhou um outro memorando ao próprio defensor-geral demonstrando interesse em transferir as atividades de atendimento da DPEAIC para o prédio da Esudpam, onde existem três salas disponíveis.

 

Em outro memorando, Carlos Alberto pede à Corregedoria Geral a abertura de processo disciplinar contra Ricardo Trindade, pelo fato do mesmo ter designado a contração de estagiário voluntário, na unidade de Atendimento Criminal da Avenida Paraíba.

 

O que está ocorrendo, segundo Carlos Alberto, é uma série de desmandos, arbitrariedades, e atos de improbidade administrativa que demonstram que Ricardo Trindade não possui mais condições de estar à frente da DPE.

 

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