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Um “estranho no ninho tucano” pode estragar planos de quase aliados

Redação
Escrito por Redação

Pode até ser que seja muito cedo para discutir a sucessão municipal, mas, nos bastidores do poder municipal a história é outra. A movimentação começou em Brasília, com a já quase anunciada pré-candidatura do deputado federal Hissa Abrahão (PPS) à prefeitura de Manaus, pelo PDT do ex-governador Amazonino Mendes e desembocou no pátio da Câmara Municipal de Manaus (CMM), onde está sendo travada uma rixa política entre o vereador Elias Emanuel (ex-PSB), e o seu ex-grupo político, que o expulsou do partido.

 

Com mandato, liderança de governo, mas sem sigla partidária, Elias Emanuel deve protagonizar mais um embate nos próximos meses. Dessa vez com membros do partido do prefeito, que já começam a ver na figura do vereador um desconforto para as suas reeleições em 2016. Enquanto isso, Elias já começa a dar sinais de que vai mesmo se “acomodar” no colo do prefeito e embarcar, em definitivo, no PSDB, por esses dias.

 

Nada de mais, se lá já não existissem (04) quatro vereadores (Dr. Ewerton Wanderley, Mário Frota, Plínio Valério e Ednailson Rosenha), com três deles ainda se sentindo preteridos e indiscriminados na escolha do candidato do prefeito à presidência da CMM.

 

O que seria a formação da maior bancada na Casa e mais poderes ao chefe do executivo, está se transformando em racha político e ameaças de revoada, em definitivo, do grupo que há muito vem contendo a revolta com as decisões unilaterais do dono do PSDB, no Estado.

 

Para os “aliados do prefeito” a ida de Elias para o PSDB, mexe, de alguma forma, no quadro eleitoral da próxima eleição municipal. Com a liderança de governo e o apoio da TV Amazonas, o vereador terá acesso a todas as secretarias e a mídia da maior emissora do Estado. Ele será o “queridinho do executivo”, e as sobras ficam para os outros do partido, que vão tentar a reeleição em 2016.

 

A simpatia da TV, mídia, é tudo o que o prefeito quer. Entretanto, deixa o restante dos tucanos preocupados com a sobra e migalhas, que terão que aceitar. Eles não aceitam a repetição do que aconteceu com a imposição do nome do filho do prefeito para deputado federal e que hoje, todos reconhecem que foi um erro, que deixou o partido sem representatividade na Câmara Federal.

 

O vereador Mário Frota anda dizendo nos corredores da CMM, que não se candidatará mais pelo PSDB ou, então, muda de partido. O Psol é o caminho natural. Rosenha também deve não sair candidato se o Elias forçar a entrada no ninho tucano. Ewerton tem cinco mil votos, pode não ser atingido pela falta de apoio e o vereador Plínio Valério, que nunca sintonizou com o prefeito, também não deve sofrer com a desigualdade e as simpatias distribuídas.

 

De um modo geral, os parlamentarem não querem antecipar as suas decisões e nem falar diretamente das suas intenções e dissabores, mas fica claro que nenhum deles está contente com a falta de respeito do prefeito às decisões e vontade do grupo.

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