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Vasco e Botafogo fazem clássico sob a máxima ´amigos amigos, negócios à parte´

Estádio São Januário, palco do clássico/Foto: Divulgação
Estádio São Januário, palco do clássico/Foto: Divulgação
Redação
Escrito por Redação

Aliados políticos, parceiros nos bastidores, invictos e mandantes em São Januário. As trajetórias de Vasco e Botafogo neste início de temporada apontam para o mesmo caminho e uma relação harmoniosa. Por 90 minutos, no então, não será assim. A partir das 16h00 (de Brasília) de hoje, domingo, a liderança da Taça Guanabara estará em jogo na Colina histórica, em clássico pela terceira rodada, e a máxima terá que entrar em cena: amigos amigos, negócios à parte. Coube a Rodrigo apimentar um cenário tão pacífico ao mandar um recado para o jovem Lucas Ribamar: “O bicho vai pegar”.
Ao comentar o reencontro com o atacante botafoguense, o capitão vascaíno lembrou que estava com o ombro lesionado e teve dificuldades na marcação no empate por 1 a 1 na primeira fase do Carioca. Agora, a situação é diferente. A provocação gerou reação em General Severiano. Diogo Barbosa respondeu, Ricardo Gomes aprovou, e a reedição da final do Carioca do ano passado ganhou tempero.

Líder da Taça Guanabara, com 100% de aproveitamento, o Vasco dá início a uma semana em que pode encaminhar a vaga na fase decisiva do Carioca. Com Botafogo e Flamengo pela frente, o time de Jorginho coloca em jogo uma invencibilidade de 15 partidas – não perde desde o dia 1º de novembro do ano passado, quando caiu diante do Fluminense, pelo Brasileirão. O retrospecto recente em clássicos deixa o vascaíno animado: nos últimos 12 meses, foram oito vitórias, quatro empates e somente um revés contra rivais cariocas. Para partida, o Cruz-Maltino não terá Martín Silva, que está com a seleção do Uruguai. Jordi entra em seu lugar.

Dono da melhor campanha da primeira fase do Carioca, o Botafogo tem a chance neste domingo de virar líder da Taça Guanabara. Para isso, precisará quebrar um jejum de três anos sem vencer o rival: a última foi no Brasileiro de 2013, e de lá para cá foram três derrotas e três empates em seis partidas. Mais do que os três pontos em jogo, o técnico Ricardo Gomes cobra uma atuação convincente da equipe, já como preparação para o Campeonato Brasileiro, enquanto a diretoria segue em busca de reforços. Para amenizar a situação financeira do clube, o Alvinegro vai estrear no clássico deste domingo dois patrocínios pontuais da “Casa & Vídeo” e da “Papelex”.

Rodrigo Nunes de Sá apita a partida, auxiliado por Luiz Cláudio Regazone e Diogo Carvalho Silva.

As escalações

Vasco: Jorginho não fez mistério para o clássico. Sem Martín Silva, que está com o Uruguai, o treinador escalou Jordi no gol e manteve o restante do time que venceu Bangu e Boavista nas duas primeiras rodadas da Taça Guanabara. O Vasco entra em campo com Jordi, Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Thalles.

Botafogo: Ricardo Gomes não divulgou a escalação, mas anunciou que não haverá surpresas. A única mudança a princípio será na lateral direita, onde Diego entra na vaga do lesionado Luis Ricardo. Emerson e Airton, com fadiga muscular, foram poupados do último treino e, se forem vetados, serão substituídos por Renan Fonseca e Fernandes. O provável time tem Jefferson, Diego, Carli, Emerson e Diogo Barbosa; Airton, Bruno Silva, Rodrigo Lindoso e Gegê; Salgueiro e Ribamar.

Cruzeiro vence clássico mineiro com gol de Rafael Silva

Rafael Silva, o gol do Cruzeiro/Foto: Divulgação

Rafael Silva, o gol do Cruzeiro/Foto: Divulgação

O primeiro Atlético-MG e Cruzeiro de 2016 teve os ingredientes que um bom clássico pede. Muita vontade dos dois lados, raça e emoção. Bola na trave do lado azul, grandes chances do lado preto e branco. E belas defesas de Fábio nas tentativas de Robinho e Luan, principalmente. Para a receita de uma grande partida ficar completa, faltou o gol. Ele veio na quantidade mínima, apenas uma vez, o suficiente para fazer a alegria da torcida que era minoria no Independência. E a tristeza para mais de 16 mil atleticanos. Rafael Silva aproveitou falha de Uilson e fez o único tento da partida.

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