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Venezuela fecha parte da fronteira com Colômbia, após emboscada

Nicolás Maduro em pronunciamento em junho/Foto: AP Photo
Nicolás Maduro em pronunciamento em junho/Foto: AP Photo
Redação
Escrito por Redação

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou ontem,  que o fechamento de parte da fronteira com a Colômbia será por prazo indeterminado, após uma emboscada executada por um grupo não identificado que deixou um civil e três militares feridos.
“Decidi prorrogar além de 72 horas o fechamento da fronteira, muito mais além”, disse Maduro em rede nacional de rádio e TV. “Depois anunciaremos o alcance deste plano, mas esta fronteira fica fechada até novo aviso, até a regularização da nossa vida econômica e social, até a captura dos assassinos”.

O fechamento afeta o trecho entre San Antonio del Táchira e Ureña.

Maduro disse que pretende antecipar para segunda (24) ou terça-feira (25) a reunião marcada para meados de setembro entre a chanceler da Venezuela, Delcy Rodríguez, e a da Colômbia, María Angela Holguín.

O presidente também aventou a possibilidade de se encontrar com seu homólogo colombiano, Juan Manuel Santos, para analisar a situação na fronteira, onde operam grupos armados ilegais e contrabandistas.

Na mesma mensagem, Maduro anunciou “que para restabelecer a ordem, a paz, a tranquilidade e a justiça na fronteira, ativou o estado de exceção constitucional” em vários municípios do estado de Táchira.

O presidente não explicou o alcance da medida, limitando-se a assinalar que ela “faculta amplamente as autoridades civis, militares e policiais para restabelecer a ordem, a paz e a convivência na região venezuelana fronteiriça com a Colômbia”.

“Vamos em um processo profundo de reorganização da vida econômica, política, social e cultural” na fronteira, afirmou Maduro.

Na quarta (19), dois homens em uma motocicleta atacaram pelas costas, com armas de fogo, dois tenentes que participavam em uma operação de combate ao contrabando na cidade de San Antonio del Táchira, na fronteira noroeste com a Colômbia.

O governador do estado de Táchira, José Vielma, informou que o incidente deixou um civil e três militares feridos.

“As máfias paramilitares têm muitos interesses econômicos e atacam neste horário. Lançam panfletos contra o exército venezuelano”, declarou Vielma ao canal privado Globovisión.

O ataque aconteceu quando os militares “seguiam para a tarefa diária de combater a máfia de contrabandistas paramilitares que vêm da Colômbia”, denunciou o presidente venezuelano.

Este foi o segundo ataque armado na região desde o fim de julho, quando moradores colombianos denunciaram a morte de um compatriota supostamente em uma ação de militares quando transportava mercadorias da Venezuela para a Colômbia por uma passagem clandestina.

Em 28 de julho, o governo venezuelano negou uma incursão militar em território colombiano denunciada por camponeses e divulgada pela Defensoria do Povo em Bogotá.

Venezuela e Colômbia compartilham uma fronteira comum de 2.219 km e as autoridades dos dois países denunciam atividades de grupos guerrilheiros, paramilitares, narcotraficantes e contrabandistas de combustível e outros produtos fortemente subsidiados pelo governo de Caracas.(G1)

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