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Vôlei feminino, uma geração dourada perto do fim após eliminação

Fabiana e Sheila, carreira que chega ao fim na seleção/Foto:Getty Images
Redação
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Fabiana e Sheila, carreira que chega ao fim na seleção/Foto:Getty Images

            Fabiana(E) e Sheila(D), carreira que chega ao fim na seleção/Foto Getty Images

A geração mais vitoriosa da história da seleção brasileira de vôlei feminino terminou com um resultado amargo. Uma derrota em casa para a China, por 3 sets a 2, nas quartas de final dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, deixará atletas vitoriosas sem uma medalha de despedida e acaba com a expectativa do tão esperado tricampeonato olímpico consecutivo.
Além disso, fica a incógnita sobre o futuro de algumas atletas e do próprio técnico José Roberto Guimarães à frente do comando da equipe.

Aposentadorias confirmadas

Duas jogadoras não farão mais parte desta seleção para o próximo ciclo olímpico. A central Fabiana (31 anos) e a oposta Sheilla (33) afirmaram que a partida contra a China foi a última de suas carreiras na seleção.

“Em 2010, eu já tinha decidido sair. O Zé pediu para eu ficar até 2012, valeu muito a pena, mas infelizmente não deu. Estou aqui há 14 anos, consegui várias coisas pelo Brasil, ter satisfações pessoais, proporcionar coisas para minha família. Para mim, deu. Precisam surgir outras jogadoras para minha posição, isso vai ser forçado”, afirmou Sheilla ao Sportv.

“Gostaria de sair com essa medalha. Quero deixar essa mensagem, da família que é nossa equipe. Tenho muito orgulho dessa equipe e é isso que vou levar”, disse Fabiana.

Deverão sai

Jaqueline deixou o ginásio não querendo confirmar que se despedirá da seleção, disse que não gosta de falar que vai parar e depois atuar. Aos 32 anos e não vivendo o auge de sua forma, dificilmente ela chegaria a Tóquio em 2020 para a disputa de outros Jogos.

Juciely (35), Leia (31) e Fabíola (33) tiveram a primeira oportunidade em Olimpíada nesta temporada, mas não deverão fazer parte do grupo até a competição no Japão. A líbero, por ser uma posição em que atletas ocupam com idade mais avançada, até pode sonhar com a permanência.
Futuro incerto

Thaisa (29), Fernanda Garay (30) e Adenizia (29) teriam idade para chegar em boas condições físicas nos Jogos de Tóquio. As duas primeiras foram titulares durante boa parte do atual ciclo olímpico. Já Adenizia quase não atuou nesta Olimpíada e foi reserva nos últimos anos. É possível que deixe de fazer parte do grupo.

Devem continuar

Dani Lins (31) saiu de quadra falando que não queria pensar em um novo ciclo olímpico e só esperava deitar e dormir. A levantadora é a melhor da posição no Brasil e tem idade suficiente para chegar em alto nível em Tóquio. Natália (27), que foi a principal jogadora da seleção no Rio de Janeiro, e Gabi (22) devem ser titulares na renovação.

Nova geração

Uma série de jogadoras mais novas deverá ganhar chance na seleção. Nomes como a levantadora Naiane (21), as opostas Rosamaria (22) e Ana Paula Borgo (22), a ponteira Drussyla (20) e a líbero Lais (20) podem ter suas primeiras oportunidades de aparecer com destaque no time principal.

A central Carol (25) e a líbero Camila Brait (27), que ficaram de fora dos Jogos do Rio de Janeiro, assumiriam naturalmente um posto no novo time. A questão da líbero é mais delicada, pois ela mostrou frustração com o corte e anunciou aposentadoria precoce da seleção.

Técnico

O nome de José Roberto Guimarães (62) é inquestionável dentro da Confederação Brasileira de Vôlei. Dificilmente a derrota nas quartas de final dos Jogos Olímpicos mudará a impressão deixada pelo treinador. Mas existe a possibilidade que ele deixe a seleção por opção. Em sua saída de quadra, ele disse que não era o momento para decidir algo deste tamanho.(UOL)

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